Governo quer estimular venda de preservativo

O Ministério da Saúde, empresários, governos estaduais e ONGs anunciaram, durante o 4º Congresso Brasileiro de Prevenção em DST/Aids, a implantação do programa de marketing social do preservativo, que vai permitir uma redução significativa do preço da camisinha, para ampliar o acesso e o consumo do produto em todas as classes sociais.Além da redução do preço do preservativo, a proposta, aprovada no fórum de marketing social do preservativo, pretende ampliar o número de postos de venda e distribuição, para que a população possa ter acesso à camisinha em locais como bares, boates, cafés, hospitais, escolas, clubes, quitandas, livrarias, hotéis, bancas de jornal, vídeo-locadoras, academias de ginásticas, postos de gasolina, além de farmácias, lojas de conveniência e supermercados. Segundo o coordenador do programa DST/Aids do Ministério da Saúde, Paulo Roberto Teixeira, o gasto anual com camisinha não pode ultrapassar 1% da receita anual de um trabalhador que recebe o salário mínimo. Para se chegar a preços compatíveis com a renda do brasileiro, medidas como redução de impostos, mudanças de embalagens e redução da margem de lucro de fabricantes, distribuidores e varejistas estarão sendo discutidas no encontro. "Atualmente, o consumo anual de camisinha no País está em torno de 600 milhões de unidades, mas a coordenação nacional de aids acredita que seria preciso triplicar esse consumo para reduzir significativamente o crescimento da epidemia no Brasil", disse Paulo. "Para cada 1 milhão a mais de preservativos consumidos no país, 70 casos de aids são evitados, trazendo uma economia de 2,5 milhões de dólares com tratamento".

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