Governo quer aumentar produção de fertilizantes e alimentos

A possibilidade de elevar a produçãode alimentos e a oferta de insumos agrícolas básicos comofertilizantes foi o principal tema da primeira parte da reuniãodo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com os ministros nestasegunda-feira, no Palácio do Planalto. O objetivo do governo é combater a alta nos preços dosalimentos e reduzir a pressão inflacionária. Lula determinou aos ministros Dilma Rousseff, da CasaCivil, e Edison Lobão, de Minas e Energia, a criação de umgrupo de trabalho para discutir a questão dos fertilizantes. Após explanação do ministro da Fazenda, Guido Mantega,sobre inflação e alta dos preços, o ministro da Agricultura,Reinhold Stephanes, atribuiu a alta nos preços, em parte, aoaumento dos fertilizantes, que, em alguns casos, ultrapassou100 por cento, ficando em 70 por cento em média. Segundo o ministro das Relações Institucionais, José Múcio,o Brasil costumava produzir 60 por cento do volume defertilizantes que consumia, mas essa relação se deteriorou e asimportações cresceram. "A produção não caiu, foi a demanda que cresceu muito",disse o ministro, acrescentando que o Brasil pode passar dacondição de importador de 80 por cento dos fertilizantes queconsome para produtor da mesma quantidade. A alta dos fertilizantes é um fenômeno mundial, provocadopelo aumento geral da demanda devido às maiores áreas decultivo e pela incapacidade de aumento rápido na oferta dosprodutos. A demanda do Brasil por fertilizantes deverá atingirrecorde em 2008, com o aumento da área plantada com safras comosoja e cana-de-açúcar. Múcio afirmou que importantes jazidas estão nas mãos daPetrobras e da Vale e que o presidente Lula pediu queprovidências sejam tomadas para mudar a situação na produção deadubos. O ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel,por sua vez, disse que existe possibilidade de aumentar aprodução da agricultura familiar, oferecendo crédito especial,equipamentos e técnicas melhores aos pequenos produtores. Ainda segundo o relato de Múcio, o novo ministro do MeioAmbiente, Carlos Minc, perguntou se seria necessário abrirnovas fronteiras agrícolas no país, e Stephanes respondeu quebastaria recuperar áreas degradadas e aproveitar melhor o quejá está disponível.

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