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Governo publica nomeação de Grace Mendonça para AGU e exoneração de Medina em edição extra do DO

Com a substituição, Temer nomeia uma a primeira mulher no alto escalão do governo e tira um ministro com trabalho contestado pelo governo

Carla Araújo e Luci Ribeiro, O Estado de S. Paulo

09 de setembro de 2016 | 13h22

BRASÍLIA - O governo de Michel Temer publicou no início da tarde desta sexta-feira, 9, uma edição extra do Diário Oficial da União (DOU) para formalizar a nomeação de Grace Maria Fernandes Mendonça para o cargo de advogado-geral da União, no lugar de Fábio Medina Osório, cuja exoneração veio na mesma edição do documento.

A substituição foi antecipada pela colunista Vera Magalhães mais cedo. Antes da publicação, o Palácio do Planalto também já havia confirmado a mudança por meio de nota.

Temer esteve pessoalmente com Grace nesta manhã em seu gabinete e falou com Medina apenas por telefone. Na nota, o presidente agradeceu "os relevantes serviços prestados pelo competente advogado".

Com a substituição, Temer pretende resolver dois problemas: incluir a primeira mulher no primeiro escalão de seu governo e tirar um ministro que, além de ter um trabalho que vinha sendo contestado pelo governo, teve uma conversa classificada por alguns interlocutores como "dura" com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha.

Grace é funcionária de carreira da AGU e era responsável pelo acompanhamento das ações no Supremo Tribunal Federal (STF), como secretária-geral de Contencioso, cargo do qual foi exonerada hoje. O governo não conta mais com a AGU como ministério, mas vai enviar uma Proposta de Emenda à Constituição ao Congresso para garantir que o Advogado-Geral da União tenha as mesmas prerrogativas de ministro.

Medina. Além dos problemas com Padilha, Medina deixa a pasta "pelo conjunto da obra". Uma das primeiras críticas ao agora ex-AGU foi o fato de ele ter sugerido estratégias que se revelaram ineficientes e equivocadas no caso da substituição do presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Ricardo Melo, no início da interinidade do presidente Temer, o que gerou uma série de problemas ao governo na estatal. Essas questões estão, aparentemente, resolvidas com a suspensão da liminar concedida pelo ministro Dias Toffoli, do STF, que permitia a Melo ficar à frente da presidência da empresa.

Pouco depois, desagradou também ao Planalto a iniciativa de Medina de investigar a atuação de seu antecessor, José Eduardo Cardozo, criando mais uma frente de atrito. Além disso, ele teria "atropelado" seu padrinho, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, marcando uma "reunião de emergência" com Temer para despachar assuntos de rotina.

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