Governo prorroga sindicância sobre assinatura de Padilha

O Palácio do Planalto prorrogou por mais 30 dias a sindicância aberta para apurar o uso da assinatura do agora ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para favorecer um instituto fantasma no Ministério do Turismo, quando ele era ministro das Relações Institucionais. O Diário Oficial da União publicou hoje a prorrogação da investigação, iniciada no dia 10 de dezembro do ano passado. A portaria é assinada pelo sucessor de Padilha, o ministro Luiz Sérgio.

LEANDRO COLON, Agência Estado

13 de janeiro de 2011 | 12h51

O jornal O Estado de S. Paulo revelou no mês passado que um documento que leva a assinatura de Padilha foi usado para aprovar convênios de R$ 3,1 milhões em favor de uma entidade fantasma. O papel tem data de 22 de março de 2010 e está anexado ao processo que o Instituto Brasil de Arte, Esporte, Cultura e Lazer (Inbrasil) apresentou ao Ministério do Turismo para obter a liberação de verbas.

O Inbrasil só existe no papel. É uma entidade de fachada que negociou para assumir um estatuto antigo e intermediar, sem licitação, convênios com o governo federal, conforme revelou o jornal em reportagens publicadas no mês passado. O ofício com a assinatura de Padilha diz que o Inbrasil "vem, de acordo com o seu estatuto, funcionando nos últimos três anos de forma regular, prestando relevantes serviços à comunidade".

Em nota ao enviada ao jornal, o ministro afirmou que não assinou o documento e que pediu ao Ministério da Justiça para que a Polícia Federal investigue o que, segundo ele, é uma "fraude". Uma ex-assessora de Padilha, Crisley Lins, contou que pediu ao ministro para assinar uma declaração atestando o funcionamento do Inbrasil.

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