Governo propôs CPI para 'atropelar' a oposição, diz PSDB

Jucá se antecipou e estendeu investigação sobre cartão corporativo de modo a incluir gastos do governo FHC

Cida Fontes, de O Estado de S.Paulo

07 Fevereiro 2008 | 18h44

O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), criticou nesta quinta-feira, 7, o líder do governo no Senado, senador Romero Jucá (PMDB-RR), por ter formalizado o pedido de criação de uma CPI para investigar uso irregular de cartões corporativos. Na avaliação de Guerra, Jucá tomou essa iniciativa para "atropelar" a oposição, que já estava coletando assinaturas para uma comissão mista.   Veja também:    Entenda o que são os cartões corporativos do governo  Governo quer pôr aliados em postos-chave da CPI dos cartões Tucano inicia ofensiva pela CPI mista dos cartões  Líder do governo protocola pedido de CPI dos cartões  Após denúncia, governo publica mudanças para cartões   O líder governista se antecipou e estendeu as investigações de modo a incluírem o uso de cartão corporativo durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, do PSDB.   "Isso não honra o passado de Jucá nem sua inteligência", disse o presidente do PSDB. "O líder do governo foi ao extremo ao convocar uma CPI para não dar em nada, usando a mesma técnica e dissimulação para embaralhar as investigações", acusou Guerra.   Segundo ele, essa "técnica" foi utilizada pelos governistas por ocasião da instalação das CPIs dos Correios e do Mensalão, quando o Palácio do Planalto recomendou que as investigações fossem ampliadas para que incluíssem o PSDB, precisamente o senador Eduardo Azeredo (MG) e o governo anterior ao do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.   "A idéia agora é fazer de conta que os fatos ocorreram mas que o governo não tem nada a ver, como se os ministérios não fossem o próprio governo", disse Guerra. Acrescentou que a iniciativa de Jucá visa "atrapalhar" as investigações, como aconteceu durante a CPI do chamado mensalão e está ocorrendo com a CPI que apura irregularidades atribuídas a ONGs, que está paralisada.     Guerra previu que, apesar da estratégia, o governo não conseguirá blindar a CPI: "Os fatos vão falar mais alto. E, do ponto de vista da credibilidade, o governo está no plano inclinado e ainda não conseguiu ler o resultado da votação que derrotou a CPMF no Senado."

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