Governo propõe aumento de 2,6% no salário dos funcionários

Com apenas R$ 1,5 bilhão de recursos no Orçamento da União para recomposição salarial, o governo apresentou hoje três propostas de reajuste dos salários dos funcionários públicos federais este ano. Pela limitação dos recursos, as propostas desagradaram as entidades sindicais que participaram da reunião com integrantes do governo. O governo e os dirigentes das 12 entidades sindicais voltarão a se reunir no dia 18. Pelos cálculos do governo, a previsão de gastos com a folha de pagamentos da União em 2004 é de R$ 84,5 bilhões. A primeira proposta prevê uma reajuste linear de 2,67%, retroativo a janeiro, para todo o 1,3 milhão de servidores ativos e inativos do Executivo, Judiciário e Legislativo. Uma alternativa apresentada pelo governo é um reajuste linear menor, somado a um abono. Na terceira proposta, o governo dispõe-se a conceder um aumento linear também inferior a 2,67%, mas daria reajustes diferenciados por categorias por meio de gratificação de desempenho dos servidores. Essa última alternativa abrangeria 900 mil servidores."As propostas são absolutamente insuficientes. Foi amplamente majoritário o sentimento de desagrado", criticou o presidente do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), Luiz Carlos Lucas. O secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, Sérgio Mendonça, reconheceu a limitação do espaço de negociação e descartou a possibilidade de o governo dar mais dinheiro para aumentar o reajuste. "Não existe essa possibilidade. Estamos amarrados ao Orçamento", disse.

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