Governo proíbe "maquiagem" de remédios

O governo vai editar uma resolução proibindo a indústria farmacêutica de "maquiar produtos" - ou seja, trocar embalagens ou mudar o nome comercial - para aumentar preços. A nova regra prevê que qualquer mudança na apresentação ou na substância de remédios terá de ser justificada à gerência-geral da Câmara de Medicamentos, órgão responsável pelo monitoramento de preços de remédios no País. Além da tentativa de impedir a "maquiagem?, o governo baixará outra medida excluindo os fitoterápicos e homeopáticos do controle de preços ao qual estão submetidos os medicamentos alopáticos. Acordo firmado em dezembro com a indústria fixou em até 5,94% o porcentual de máximo de aumento para os remédios, a partir janeiro. A MP que definiu os porcentuais prevê que os laboratórios só poderão aumentar o preço dos remédios que não tiveram aumento nos últimos 16 meses. As duas medidas acertadas na reunião da Câmara de Medicamentos, na última quarta-feira, foram confirmadas pelo secretário de gestão de investimentos em saúde do Ministério da Saúde, Geraldo Biasoto Júnior. Em relação aos fitoterápicos e homeopáticos, o governo vai liberar os preços mas continuará fazendo o monitoramento do setor. A idéia é evitar abusos na comercialização deste tipo de produto. Com a liberação de preços, os remédios feitos à base de produtos naturais poderão sofrer aumentos. Entre os que podem aumentar estão os ansiolíticos e redutores de apetite.

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