Governo pressiona e oposição retira pedido para Dilma depor

Ministra falará apenas sobre PAC, mas oposição diz estar convencida de que debate chegará a cartões

Agência Senado,

03 de abril de 2008 | 13h32

Diante da pressão do governo, a oposição voltou atrás na manobra que conseguiu convocar a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, para depor na Comissão de infra-estrutura sobre o suposto dossiê de gastos sigilosos do governo Fernando Henrique Cardoso. O presidente da comissão, senador Marconi Perillo (PSDB-GO), disse, no entanto, estar convencido de que "debate vai extrapolar e com certeza chegará aos cartões corporativos e a outros temas de interesse da sociedade".   Veja também: PSDB apresenta recurso para convocar Dilma ao Senado Governo usa 'rolo compressor' e oposição ameaça com nova CPI CPI rejeita pedido para governo divulgar dados sigilosos PSDB quer apurar vazamento de dossiê no governo Gastos com cartões já somam R$ 9 milhões em 2008 CPI pede lista dos titulares que sacaram dinheiro com cartão CPI terá dados que complicam ministros de Lula e FHC Documento do TCU não sustenta versão sobre 'banco de dados' CPI dos cartões: quem ganha e quem perde?  Entenda a crise dos cartões corporativos    Segundo Perillo, se a comissão não se satisfizer com os esclarecimentos da ministra sobre cartões corporativos, reapresentará a convocação, "porque é do nosso dever debater assuntos de interesse da sociedade". Concluiu Perillo: "não podemos concordar em esconder a sujeira debaixo do tapete".   Originalmente, a ministra deveria dar explicações sobre a usina de Belo Monte e outras obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A inclusão do dossiê entre os assuntos do requerimento de convocação de Dilma foi possível porque não havia senadores governistas na sessão no momento da aprovação do documento.   Só depois da aprovação chegaram à comissão três senadores governistas, entre eles o líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), que afirmou não concordar com a iniciativa de Perillo de aprovar individualmente um aditamento para que Dilma também falesse sobre o suposto dossiê tucano, que não estava entre os assuntos previstos.

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