Planalto prega agenda de diálogo para garantir a governabilidade

O líder do governo no Congresso, José Pimentel (PT-CE), disse que vai priorizar itens da "Agenda Brasil", lista de propostas feitas na semana passada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros

Gustavo Porto, Rafael Moraes Moura e Lisandra Paraguassu, Agência Estado

17 de agosto de 2015 | 12h11

Brasília - O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Edinho Silva, disse em entrevista no final da manhã desta segunda-feira, 17, logo após após a reunião da presidente Dilma Rousseff (PT) e do vice-presidente Michel Temer com a coordenação política do governo, que a “a avaliação consensual foi que vivenciamos momento importante no governo, momento de construção de agendas fundamentais”. Segundo ele, as agendas de diálogo com o Congresso Nacional criam condições favoráveis à governabilidade, e assim, “com o pouco espaço de tempo o Brasil poderá recuperar o crescimento econômico, geração de emprego e o otimismo na economia”.

Edinho citou que a agenda de Dilma prevê o “diálogo com o empresariado regional em viagens”, além da manutenção do diálogo com movimentos sociais. O líder do governo no Congresso, José Pimentel (PT-CE), disse que a Casa priorizará dois itens da “Agenda Brasil”, o que trata da desoneração da folha - que está com urgência constitucional e tranca a pauta -, e o da taxação de repatriamento de recursos.

Já o deputado federal José Guimarães (PT-CE), líder do governo na Câmara afirmou que mesmo com manifestações de ontem, 16, “há um novo período, com a presidente em sintonia com o vice Michel Temer”. Segundo Guimarães, Dilma jantará hoje com líderes e vice-líderes e a amanhã Temer se reunirá com os líderes da base para discutir a pauta da semana. 

Edinho - O governo tem lidado com as manifestações como fato natural dentro do regime democrático, disse o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. "Reconhecemos a importância das manifestações de ontem e o governo seguirá trabalhando, construindo a sua agenda, e que as medidas econômicas tomadas criem condições, em curto espaço de tempo, para retomar o projeto que reelegeu a presidente Dilma."

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