Governo precisa de apoio da direita, reconhece Dirceu

Belo Horizonte ? O ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, disse que a articulação política para a aprovação da medida provisória do salário mínimo deve ser feita ?sem vacilação? e agradeceu o apoio dado ao governo por setores da direita. A votação da MP do mínimo foi marcada para terça-feira, na Câmara, quando a base aliada ao Palácio do Planalto tentará recompor o valor de R$ 260, derrubado na quinta-feira passada no Senado. O ministro foi a principal estrela da convenção do PT que homologou a candidatura à reeleição do prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel. ?Nós temos reformas e projetos importantes para aprovar no Congresso ainda. Uma questão que nós temos de travar e resolver essa semana é a do salário mínimo, sem vacilação?, salientou Dirceu, ao discursar para militantes petistas, que lotaram a Assembléia Legislativa de Minas. Entre os outros projetos que necessitarão de força política no Congresso para serem aprovados, o ministro citou as parceiras público-privadas, a Lei de Falências e a legislação sobre crédito imobiliário. Ele lembrou que o governo Lula é um governo de coalizão, ?de centro, de esquerda? e ?com apoio de setores da direita?. ?E esse apoio tem que ser transparente e público, porque está apoiado num programa de mudanças que nós estamos fazendo. Nós não temos vergonha desse apoio. Pelo contrário, precisamos e agradecemos esse apoio de partidos que não são de esquerda?, disse. ?O País vai precisar de novas reformas?. O ministro Ciro Gomes, da Integração Nacional, adotou um discurso conciliador em relação à votação do salário mínimo. Ele admitiu que nas votações de ?interesse estratégico? que o governo teve êxito no Congresso, o Planalto contou com ?o conforto e o apoio de amplos setores da oposição?. Ciro classificou de um ?teatro respeitável? a derrubada da MP pelos senadores. ?A oposição não tem ao responsabilidade de catar os centavos lá para pagar a conta?, disse ministro, que participou da convenção de seu partido, o PPS, na capital mineira e, depois, do evento petista. O PPS oficializou ontem o apoio à candidatura de Pimentel.

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