Governo precisa atender oito senadores para aprovar CPMF

Para líderes, se tiverem seus pleitos atendidos, pelo menos quatro podem votar a favor e tributo seria aprovado

Cida Fontes, de O Estado de S. Paulo,

29 de novembro de 2007 | 16h46

O líder do PMDB, senador Valdir Raupp, disse nesta quinta-feira, 29, que o governo não tem atuado para consolidar o apoio em sua própria base política, embora o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobre dos governadores mais empenho na cooptação de votos em favor da CPMF. "O Planalto não está atendendo nada", disse. Na avaliação dos líderes, oito senadores aliados teriam que ser atendidos pelo governo. A expectativa do Planalto é a de reverter os votos dos senadores Expedito Júnior (PR-RO), César Borges (PR-BA), Romeu Tuma (PTB-SP) e José Nery (PSOL-PA), que ameaçam ficar com a oposição. É o caso também do senador Geraldo Mesquita (PMDB-AC), que se diz indeciso.  Veja também:  Entenda a cobrança da CPMF  'Quem tem medo da CPMF é quem sonega', acusa LulaPara evitar derrota da CPMF, governo monta 'sala de situação'Lula critica DEM e diz que 'povo pobre' sofrerá sem CPMFTemporão descarta colapso na Saúde com fim da CPMF Raupp afirma que o governo não estaria hoje em situação delicada se, há seis meses, tivesse resolvido os pleitos dos senadores aliados. Expedito Júnior, que participou da reunião da oposição na última quarta-feira, disse a interlocutores que poderá mudar seu voto caso o Tesouro reveja os valores da dívida do Banco de Rondônia, que estaria em torno de R$ 900 milhões.  De acordo com as contas feitas nesta quinta pelo ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, e pelo senador Raupp, se desses oito senadores, quatro decidirem seguir o governo na votação da CPMF, a emenda chegará ao plenário na próxima quinta-feira com 51 votos favoráveis. "Ainda há espaço para entendimentos", disse Raupp, tentando mostrar otimismo. Na última quarta, José Múcio jantou com a bancada do PMDB. Nesta quinta, conversa também com os governadores para pedir ajuda.  O governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, está encarregado de consolidar os votos de três senadores. A pressão maior é sobre o senador Jonas Pinheiro (DEM-MT). No PMDB, os senadores Jarbas Vasconcelos (PE) e Mão Santa (PI) são considerados casos perdidos, mas o gaúcho Pedro Simon (PMDB) não foi excluído das contas do governo.

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