Governo pode desonerar impostos para prorrogar CPMF

A informação é do ministro das Relações Institucionais, Walfrido Mares Guisa, durante entrevista a jornalistas

06 de agosto de 2007 | 15h01

O ministro das Relações Institucionais, Walfrido Mares Guia,  informou nesta segunda-feira, 6, a preferência do governo por desonerar qualquer título, seja imposto, seja contribuição, quanto à folha de pagamento.    "Vamos apresentar alternativas de outras formas de desoneração. O ministro Mantega [Guido Mantega, da Fazenda] já tem dito a vocês que a preferência do governo de desonerar qualquer tributo seja imposto, contribuição, é a folha de pagamento, porque formalizará mais as contratações e diminuirá o peso da folha."   O ministro participou nesta manhã do Comitê de Articulação Federativa, elo entre o governo federal e os municípios. Durante entrevista a jornalistas, Mares Guia respondeu que a votação da CPMF não esta custando nada ao governo. "Absolutamente, nada, e NME vai custar, já que ela foi criada no começo da década de 90 e já foi prorrogada duas ou três vezes", disse o ministro.   Mares Guia afirmou que a reforma tributária será a melhor forma de compensar os estados e municípios. A previsão do governo é enviar o projeto da reforma no próximo mês ao Legislativo.   Nesta segunda-feira, o Movimento "ser contra a CPMF" instalou quatro computadores em frente à Federação das Indústrias do Estado (Fiesp), na Avenida Paulista, 1313, região central de São Paulo, nos quais os pedestres poderão aderir a um abaixo assinado que será entregue ao Congresso Nacional uma semana antes da votação da Lei para sua prorrogação. O movimento foi lançado em junho e conta com a participação de 24 entidades, incluindo sindicatos.   Até agora, foram colhidas 400 mil assinaturas e a expectativa dos organizadores é de que o número chegue a um milhão.   Oposição do setor privado   Nesta manhã, a Fiesp sediou uma reunião entre empresas e entidades que apóiam o fim do tributo.O presidente da federação, Paulo Skaf, uma das principais lideranças do movimento contra a prorrogação da CPMF, disse nesta manhã que a oposição do setor privado contra o tributo não significa contrariedade sobre projeto sociais ou de saúde.   Na verdade, afirmou o empresário, esses programas podem continuar porque a arrecadação do Tesouro deve ter um aumento de R$ 50 bilhões no ano que vem. "Por quê, então, não se elimina a CPMF?", questionou ele, durante seu pronunciamento na cerimônia que lançou a Frente Estadual de Vereadores Contra a CPMF.   Skaf destacou que essa não é uma discussão de empresários e de oposição contra o governo, mas uma luta de toda a sociedade e apartidária. "A sociedade não pode continuar aceitando tudo", afirmou, ressaltando ser possível desonerar a sociedade com gastos mínimos e resultados máximos por parte do governo.   O presidente da Fiesp também ressaltou que entre as pessoas que sabem o que é a CPMF, 100% querem o fim do tributo. "Precisamos agir rápido, porque o projeto do governo deve ir à pauta ainda neste mês", finalizou.   (Colaborou Paula Puliti, da Agência Estado)

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