Governo pode adiar votação diante de risco de derrota

O líder do governo no Congresso, deputado Heráclito Fortes (PFL-PI), admitiu, nesta segunda-feira, que o governo pode adiar a votação do projeto que altera a Consolidação das Leis do Trabalho, caso haja risco de o texto não ser aprovado."Se for uma votação de alto risco, não votaremos o tema", disse Fortes, que foi convocado para uma reunião com o presidente Fernando Henrique no Palácio da Alvorada na noite desta segunda, junto com o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Arthur Virgílio, e o líder do governo no Senado, Arthur da Távola (PSDB-RJ).Para Fortes, se não for fechado um acordo na manhã desta terça, o melhor é adiar mais uma vez a votação. O maior impasse dentro da base sobre a CLT partiu do PMDB, que se negou, na semana passada, a votar o projeto em plenário."Nós estamos conversando com o líder do PMDB na Câmara (deputado Geddel Vieira Lima, do PMDB-BA) e podemos garantir que a posição do partido está avançando", garantiu o ministro Arthur Virgílio.O assunto está obstruindo a pauta da Câmara em função de um pedido de urgência urgentíssima. Por enquanto, não há possibilidade de esse pedido de urgência ser retirado."Isso caberá ao líder do governo na Câmara, deputado Arnaldo Madeira (PSDB-SP), decidir", afirmou Heráclito. Ele disse que o tema foi colocado como prioritário pelo presidente. "Ele nos mostrou a importância da aprovação desse projeto e demonstrou seu empenho para que tudo tenha um bom termo."Virgílio reconhece que a votação da CLT não será fácil. "Sabemos que será uma votação bastante nervosa, mas acredito que sairemos vitoriosos desta batalha."

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