Governo paulista contesta críticas da ONU

O governo paulista rebateu, por meio de nota, críticas feitas ao sistema prisional do Estado pelos relatores da ONU para a tortura e alimentação e apresentadas pelo relator da alimentação, Jean Ziegler. De acordo com Ziegler, "nas delegacias paulistas cerca de 11 mil presos passam fome, são torturados e colocados em locais sem higiene". Segundo o secretário de Comunicação de São Paulo, Luiz Salgado Ribeiro, a afirmação é "genérica e distorcida": "Na verdade, não houve nos últimos oito anos, por parte de presos, seus familiares, advogados ou entidades defesa dos Direitos Humanos, qualquer reclamação a respeito de falta de alimentação para os detidos em delegacias, que recebem três ?quentinhas? por dia."Ainda segundo a contestação feita pelo governo paulista, referente às denúncias de maus tratos, "é preciso ressaltar que todas, que eventualmente ocorrem, são apuradas com rigor, disso resultando parte das 3.800 demissões de policiais, carcereiros e agentes penitenciários feitas por este governo desde 1995".Sobre "prisões em locais impróprios", o comunicado do governo paulista informa que "é importante destacar que já foram desativadas as carceragens de 72 distritos policiais de todo estado, 30 situados na Capital. Também foram desativados o Presídio do Hipódromo, as tristemente famosas cadeia do Depatri e Casa de Detenção".A nota destaca que as desativações de carceragem são resultado de um "gigantesco esforço feito pela atual administração que, desde 1995 já construiu 40.952 vagas no sistema penitenciário e está construindo mais 7.266, perfazendo mais que o dobro do total de vagas construídas nos cem anos anteriores, que somam 40.952".

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