Governo oferece 'bolsa combustível' a comissionados

Servidor poderá embolsar até R$ 374 extras ao mês; conta pode chegar a R$ 25 milhões anuais

VANNILDO MENDES, Agência Estado

22 de março de 2010 | 19h33

A edição de um decreto presidencial concedendo auxílio combustível aos ocupantes de cargos comissionados no governo deixou a oposição em estado de alerta. Publicado nesta segunda-feira, 22, no Diário Oficial da União, o decreto 7.132 autoriza cerca de 6 mil servidores de confiança, nomeados na administração direta, autarquias e fundações, a receberem indenização, apelidada de "bolsa combustível", pelo uso de veículo próprio em serviços externos.

 

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Cada um deles pode embolsar até R$ 374 extras ao mês e a conta pode chegar a R$ 25 milhões anuais para os cofres públicos. Os partidos de oposição se reúnem nesta terça-feira, 23, para definir medidas destinadas a anular o benefício, provavelmente por meio de decreto legislativo. O PSDB e o DEM acham esse o caminho mais adequado para barrar o que consideram ação indevida do governo para favorecer sua candidata à sucessão presidencial, a ministra-chefe da Casa Civil e pré-candidata do PT, Dilma Rousseff.

O Ministério do Planejamento informou que a medida, ao contrário, representa economia de gasto público com aquisição e manutenção de frota de veículos, além da contratação de motoristas. Esclareceu ainda que a indenização ocorrerá em casos comprovados de uso do veículo próprio pelo servidor, em missão autorizada por sua chefia imediata.

 

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