Governo obstrui pauta com medo do PFL

O governo obstruiu a votação das medidas provisórias para evitar novas derrotas frente à rebeldia, anunciada na noite de ontem, do PFL. O presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), contudo, deu um puxão de orelha nos parlamentares por estarem obstruindo a pauta da convocação extraordinária, que na primeira semana teve o saldo de apenas quatro MPs votadas, em 75. "O Poder Executivo vai jogar sobre nós a culpa pelo mau funcionamento da convocação, e não será a primeira vez", argumentou. "Não fica bem para nós receber ajuda de custo sem produção", disse o senador, ameaçando bloquear os jetons dos deputados se a pauta não for cumprida. A nova sessão do Congresso para votar MPs ficou marcada para a próxima terça-feira à noite. Mas os líderes do governo garantem que se houver riscos, nada será colocado em votação. Na tarde de terça, o presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP) reúne os líderes da Casa para, mais uma vez, tentar colocar em votação a emenda constitucional que limita a edição de Medidas Provisórias. Na última sessão foi concluída a votação apenas da MP 2114-75, que trata das regras de repasse de recursos do Tesouro Nacional para o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e autoriza o BNDES a utilizar recursos dos depósitos especiais do FAT para financiar programas de expansão de empregos.

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