Governo nega que Territórios da Cidadania seja eleitoreiro

Programa lançado pelo presidente Lula na semana passada gastará R$ 11,3 bi do orçamento deste ano

Sandro Villar, de O Estado de S.Paulo

04 de março de 2008 | 17h57

O governo Lula investirá R$ 103.699.811,10 em 32 municípios do Pontal do Paranapanema para melhorar a vida dos mais de 553 mil habitantes da região, a segunda mais pobre do Estado de São Paulo. O Pontal é um dos 60 territórios que serão atendidos pelo Programa Territórios da Cidadania, no qual o governo gastará R$ 11,3 bi do orçamento deste ano. Cerca de 10 mil pequenos produtores rurais e pelo menos 6 mil famílias de assentados da reforma agrária serão beneficiados pelos 49 projetos previstos para o Pontal.   Veja Também:   Em ano eleitoral, Lula lança programa social de R$ 11,3 bi Veja os principais programas sociais do governo Lula     Nos últimos dois dias, o programa foi lançado e discutido, em Presidente Prudente, por representantes do governo, prefeituras e movimentos sociais, como o MST e o MAST. "O programa combate a desigualdade social e fortalece os municípios. Enquanto o governo federal traz a cidadania, o governo do Estado só traz presídios e Febens para cá, aumentando a violência", resumiu José Rainha, líder do MST.   Já a delegada do Ministério do Desenvolvimento Agrário no Estado de São Paulo, Maria Judith Magalhães Gomes, negou que o programa seja eleitoreiro por ser lançado num ano eleitoral. "O programa começou a ser discutido em agosto do ano passado. É uma continuidade e aprimoramento do Programa de Territórios Rurais do MDA. No Brasil, ano sim ano não tem eleição. Em São Paulo, serão beneficiadas áreas que não são bases aliadas do governo federal", afirmou.   No Pontal, só há dois prefeitos do PT. Agricultura, educação e cultura são alguns dos projetos, e todos serão avaliados por uma comissão. "É um programa sério, só os projetos viáveis serão implantados. Não creio em desvio de dinheiro", declarou o técnico agrícola Hamilton Nascimento, coordenador da CIAT, a comissão encarregada de analisar as propostas. Os recursos serão liberados pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal.

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