Governo não vai se meter na votação da CSS, diz Lula

É um problema do Congresso Nacional e sobretudo um problema da bancada da saúde', diz presidente

Leonencio Nossa, de O Estado de S.Paulo

12 de junho de 2008 | 14h42

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assegurou nesta quinta-feira, 12,  que o governo não irá interferir na votação da Contribuição Social para a Saúde (CSS) no Senado. "O governo não vai se articular, não vai se meter. É um problema do Congresso Nacional e sobretudo um problema da bancada da saúde", declarou, em rápida entrevista no Palácio do Planalto, após a solenidade de assinatura do decreto regulamentando a Convenção 182 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que restringe o trabalho infantil.   Veja Também: Veja quem votou contra e a favor da CSS na Câmara Dê sua opinião sobre a aprovação da nova CPMF na Câmara Calcule: quanto a CSS pesa no seu bolso  Entenda o que é a CSS, a nova CPMF Entenda a Emenda 29  Entenda a cobrança da CPMF      O presidente da República assegurou que o governo não interferiu na votação de ontem da Câmara dos Deputados, na qual a CSS foi aprovada. "Os companheiros deputados e senadores ligados à área da saúde ganharam. Criaram essa CSS e agora vamos aguardar o resultado", destacou. Evitou comentar o placar apertado da votação na Câmara, de apenas dois votos. "A CSS é uma criação do Congresso. Eu nem sei quantos deputados havia no plenário", assinalou Lula.   O ministro da Justiça, Tarso Genro, defendeu  que a aprovação da CSS na Câmara não significará nada além de "mais recursos para a saúde". Para Genro, da mesma forma que o fim da CPMF não trouxe "nenhuma vantagem direta ou indireta para os brasileiros", a aprovação da CSS não mexerá com o bolso do contribuinte. "A sociedade brasileira não recebeu nenhum choque positivo no caso da CPMF", disse o ministro. "A aprovação da CSS ou não simplesmente significa mais ou menos recursos para a saúde."   Tarso está confiante de que o Senado aprovará a criação do novo imposto. "Acho que o Senado tende a provar a CSS. Não venho nela nenhum problema de constitucionalidade." A contribuição foi aprovada ontem pela Câmara, com uma vantagem de dois votos. A criação do novo imposto segue agora para votação no Senado.   O ministro comentou a decisão dos deputados em entrevista depois de participar de um painel do Ciab 2008, congresso de tecnologia e setor bancário, em São Paulo.   (Com Carolina Freitas, Agência Estado)

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