Andre Dusek/AE
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Governo não vai mudar Petrobras pelo PMDB, diz Dilma

Ministra tomou a iniciativa de comentar a notícia sobre possível saída do diretor Guilherme de Oliveira Estrella

Leonencio Nossa, da Agência Estado,

22 de maio de 2009 | 16h10

Na entrevista que deu agora à tarde, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou que "não está em cogitação" no governo a possibilidade de mudanças na diretoria da Petrobrás que estariam sendo reivindicadas por setores do PMDB. "Isso não está em cogitação. Que eu tenha conhecimento, não. Não há, até agora, por parte do governo, isso. Nem sinal de alguém pedir isso para nós", declarou a ministra.

 

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Em conversa com jornalistas ao chegar ao Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, Dilma Rousseff tomou a iniciativa de comentar a notícia sobre possível saída do diretor de Exploração e Produção da Petrobrás, Guilherme de Oliveira Estrella. "Saiu a notícia, inclusive, de que eu era a favor (da saída). Eu acho o diretor Estrella um dos melhores da Petrobrás, é um homem íntegro, um técnico competentíssimo e um geólogo de primeira. Meu apoio ao diretor Estrella é irrestrito e pessoal", afirmou Dilma.

 

A ministra comentou que o interesse de partidos da base aliada por cargos no governo e nas estatais "faz parte do jogo." Ao final da entrevista, ela relatou que, em uma conversa que teve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ele lhe desejou "sorte". Dilma disse ainda que está reassumindo o trabalho, após atendimento médico em São Paulo, porque "é preciso colocar tudo em dia, correr atrás da bola."

 

 Dilma Rousseff, disse que a estatal é uma empresa do seu coração e contra-atacou a oposição. "Essa história de falar que a Petrobras é uma caixa-preta, ela pode ter sido caixa preta em 97, 98, 99 e 2000", afirmou, numa referência ao período em que os tucanos estavam no poder.

 

Em entrevista no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), Dilma disse que ficava "emocionada" em falar sobre a empresa. Ela disse que, por ser uma S.A., a Petrobras é controlada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Ressaltou ainda que, por ter ações abertas na bolsa de Nova York, a empresa atende às regras da Lei Sarbanes-Oxley, a chamada Lei SOX, assinada em 2002, pelo governo de George W. Bush, como uma resposta aos escândalos da contabilidade de gigantes como a Eron. "Você pode investigar usando o TCU (Tribunal de Contas da União) e o Ministério Público. Mas queria alertar uma coisa que não tenho ouvido falar: a Petrobras é uma S.A. e é controlada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e atende a Lei Sarbanes-Oxley, que é uma das mais rígidas no que se refere a demonstrações contábeis", disse.

 

A ministra disse que a Petrobras é hoje uma empresa com nível de contabilidade dos mais apurados do mundo. "Se fosse o contrário, os investidores não a procurariam como um grande objeto de investimento", disse. "Investidor não investe em caixa preta desse tipo", completou. "Agora, é espantoso que se refiram dessa forma a uma empresa do porte da Petrobras. Ninguém abre ação na bolsa de Nova York sem ter um nível de controle bastante razoável", disse.

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