FOTO: DIDA SAMPAIO|ESTADAO
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Governo não vai interferir, mas o ideal é diminuir número de candidatos, defende Moura

Até o início da noite desta segunda-feira, 11, nove deputados já tinham se inscrito para a eleição prevista para esta quarta, 13

Erich Decat, O Estado de S. Paulo

12 de julho de 2016 | 09h33

BRASÍLIA - Diante da possibilidade de um racha irreversível na base aliada em razão da disputa pela presidência da Câmara, o líder do governo, André Moura (PSC-SE), defende que seja reduzido ao máximo o número de candidatos. Até o início da noite desta segunda-feira, 11, já haviam nove inscritos para a eleição prevista para iniciar nesta quarta, 13, às 16h no plenário da Câmara.

“O governo não vai interferir para tirar candidatura nenhuma. Mas nós esperamos que os líderes dos partidos, as executivas nacionais dos partidos entendam que o ideal é que eles possam diminuir o máximo possível essas candidaturas. Nós já temos hoje 16 candidaturas colocadas, nove registradas e mais sete que temos conhecimento que irão registrar. Então, gente torce para que os próprios partidos, as lideranças se entendam e diminuam esse número de candidatos”, ressaltou André Moura ao Estado.

O líder do governo integra o chamado centrão composto também por PSD, PP, PR, PTB e partidos médios. Lideres desse partidos apoiam a candidatura de Rogério Rosso (PSD-DF) que também conta com o aval do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e do Palácio do Planalto. A intenção do grupo, discutida em almoço realizado nesta segunda, é de tentar, até o dia da votação, negociar a retirada de alguns dos nomes que sinalizaram entrar na disputa e dessa forma deixar o caminho livre para Rosso.

Ao longo desta terça está prevista uma série de reuniões de bancadas dos principais partidos envolvidos nas negociações. Entre eles o PMDB e o PSDB que devem definir quem irão apoiar em encontros agendados para esta terça-feira.

No caso dos tucanos, que conta com a terceira maior bancada com 51 deputados, a tendência é apoiar um nome que integra a chamada antiga oposição formada por DEM, PSB e PPS.

Entre os mais cotados está o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), que ainda precisar superar a disputa interna com o deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA). Dentro do grupo da antiga oposição há o sentimento de que o Palácio está em dívida com Maia, que foi preterido na disputa pela liderança do governo, pelo deputado André Moura (PSC-SE). Caso Maia não consiga se viabilizar até quarta, outra opção discutida dentro do PSDB é o nome de Heráclito Fortes (PSB-PI), que tem bom trânsito com o Palácio do Planalto. 

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