Governo não toma medidas eleitoreiras, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou várias vezes em discurso na sede da Firjan que seu governo não toma iniciativas voltadas para eleições. "Queremos plantar uma coisa mais duradoura, que dure 20 anos, porque este é o ciclo de crescimento que queremos instalar no Brasil. Não é um crescimento vôo de galinha". Como exemplo de que, segundo afirma, não pensa nas eleições, Lula disse citou a decisão de aumentar o superávit primário pouco antes do primeiro turno das eleições municipais deste ano. "Tomei a atitude de dizer que ganharíamos mais credibilidade agindo com seriedade do que pensando nas eleições". Lula aproveitou para criticar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que, segundo ele, "fez o Brasil perder por duas vezes", deixando de elevar os juros básicos nos meses que antecederam as eleições presidenciais de 1998 e 2002.PPPO presidente criticou também a demora na aprovação da parceria da Parceria Público e Privada (PPP) no Senado. "O projeto está no Senado há algum tempo. Não sei se há problemas políticos, pensando nas eleições de 2006, mas a cada dia que deixamos de aprovar um projeto destes estamos jogando no ralo possibilidades de parcerias com o setor privado", disse. Lula disse que o PPP "não é um projeto do governo Lula, mas dos próximos 20 anos". Ele destacou ainda que a efetivação do projeto não depende apenas da aprovação, já que será necessário todo um processo para a formatação dos contratos. "Não há tempo perder, não consigo entender porque o projeto não é aprovado se há o Tribunal de Contas e o próprio Congresso para checar se vão ocorrer desvios".

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