Governo não tentou constranger Fiesp, diz Bernardo

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, negou hoje que o governo não tentou constranger o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, ao apresentar a proposta de desonerar a folha de pagamento das empresas via redução dos recursos para o Sistema S. A proposta foi considerada inaceitável pelo senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), que definiu a apresentação da proposta como uma tentativa de constranger Skaf. Paulo Bernardo disse que o governo não tentou constranger Skaf assim como não fica constrangido quando o empresário faz as suas avaliações e críticas. O ministro considerou inconsistentes e errados os dados apresentados ontem pelo presidente da Fiesp na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Ele ainda confirmou que votou contra a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) em 1995, no governo Fernando Henrique Cardoso, mas em 2003, quando já integrava o governo Lula, votou a favor do tributo. E deu a sua justificativa para a mudança de voto: "Eu tive a oportunidade de aprender muito e refletir bastante". Ele também disse que se sentiria constrangido se daqui a três anos for oposição e começasse a falar contra a CPMF.

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