'Governo não tem plano B para CPMF', diz Mares Guia

Para ministro das Relações Institucionais, Planalto vai trabalhar '24 horas por dia' pela aprovação

Jacqueline Farid, da Agência Estado,

16 Outubro 2007 | 10h28

O ministro das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, disse nesta terça-feira, 16, que o governo "não tem plano B" para o caso de não aprovação da CPMF, e espera que o Congresso aprove a continuidade da cobrança da alíquota. "Vamos trabalhar 24 horas por dia até o final do ano. Nosso calendário é aprovar (a CPMF) até 18 ou 19 de dezembro, mas se aprovarmos no dia 22 de dezembro, está bem" disse.   Veja também:  Mares Guia defende corte de 0,25 ponto nos juros   Mares Guia afirmou que as negociações para a aprovação da CPMF estão indo bem, e a assunção do senador Tião Viana (PT-AC) "ajuda a descontrair o ambiente, e portanto o Senado volta a funcionar com plenitude e tranqüilidade", favorecendo a aprovação da CPMF. Segundo ele, o governo não está tendo nenhuma dificuldade para provar que a CPMF é fundamental para a continuidade dos investimentos.   Ele disse também que a PEC da CPMF abre espaço para criação futura de um projeto de lei que permitiria a redução gradual da alíquota da CPMF ainda no atual governo. De acordo com Mares Guia, essa redução poderia ter início a partir de 2009, "na medida em que a sustentabilidade macroeconômica se mantiver".   O ministro disse ainda: "Sou um otimista, acho que vamos conseguir aprovar a CPMF, mas não é fácil". Mares Guia fez a declaração antes de entrar para a reunião sobre bioenergia, na sede do BNDES no Rio.

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