Governo não tem estratégia para convencer PFL, diz Távola

O líder do governo no Senado, Artur da Távola (PSDB-RJ), afirmou à Agência Estado que não tem uma estratégia montada para convencer o PFL a acelerar a votação da CPMF. "O presidente Fernando Henrique apelou, colocou o (secretário-geral da Presidência) Euclides Scalco à disposição do PFL para conversar e aqui também estamos conversando", disse o líder, que teme que a tramitação da CPMF leve pelo menos 60 dias. "Acho que o PFL não vai atrasar por mais tempo, pois está ficando sozinho e não vai querer arcar com esse prejuízo", disse o líder. "Temos que conversar e funcionar como um amaciante de carne para ver se conseguimos sensibilizar o partido", ponderou. Pelo PFL, o líder do partido no Senado, José Agripino (RN), admite que poderá ser o interlocutor com o Palácio do Planalto nas negociações sobre a CPMF, mas nega que tenha tido até o momento qualquer encontro com os ministros palacianos. "É possível conversar, mas por enquanto vamos aguardar o parecer do senador Bernardo Cabral (PFL-AM)", disse o líder pefelista, que não vê dificuldades em entabolar negociações com o governo, num segundo momento."Mas não vamos abrir mão de apresentar as emendas ao texto", previne-se José Agripino, lembrando que a decisão de alterar a proposta aprovada na Câmara é da Executiva do partido. Távola avalia que a nota oficial do PFL sobre o encontro com o presidente Fernando Henrique Cardoso "abriu uma ferida" nas relações com o PSDB. Isso, afirma, criou uma dificuldade inesperada na discussão sobre a CPMF. "A conversa não era sobre a candidatura, mas sobre a tramitação da CPMF", sustenta Távola. Pefelistas, contudo, reafirmam que o presidente tratou, sim da sucessão, além de pedir apoio para a emenda constitucional que prorroga a contribuição.

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