Governo não tem apoio suficiente para aprovar CPMF, diz Fiesp

Governo, que precisa de 49 dos 81 parlamentares, tem o voto favorável de no máximo 38, segundo Paulo Skaf

Anne Warth, da AE

04 de outubro de 2007 | 16h53

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, disse nesta quinta-feira, 4, que tem conversado freqüentemente com senadores sobre a Proposta de Emenda Constitucional que prorroga a CPMF e que, de acordo com seus cálculos, o governo, que precisa do apoio de 49 dos 81 parlamentares, tem o voto favorável de no máximo 38. "Nós objetivamente sentimos que neste momento o governo não tem mais do que 37 ou 38 senadores. Isso significa que há uma esperança concreta de vitória no Senado Federal", disse, ao participar do 2.º Congresso da Micro e Pequena Indústria, realizado no hotel Gran Meliá Mofarrej, na capital paulista. "Muitos senadores, inclusive da base aliada, não só de partidos da oposição, enxergam que a sociedade brasileira não aceita mais aumento de gasto público e de impostos", acrescentou. Skaf, que lidera um movimento contra o tributo, voltou a dizer que a contribuição é desnecessária, considerando o aumento de arrecadação do governo neste ano. "Ela nasceu provisória e já está aí há 11 anos. A lei manda que termine e deve terminar. E há uma esperança sim de que vamos ganhar essa batalha no Senado Federal", ressaltou. Ele convidou a população a assinar o manifesto do movimento contra a CPMF pelo site ou pelo telefone 0800 770 3112. Em São Paulo, a Fiesp coleta assinaturas em frente à sua sede, na Avenida Paulista, 1313.

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