Governo não quer PFL como relator da MP do mínimo

Terminou sem acordo a reunião do presidente da Câmara, deputado João Paulo Cunha (PT-SP), com os líderes de todos os partidos para tratar da medida provisória que fixou em R$ 260,00 o novo valor do salário mínimo. Enquanto não houver entendimento, PFL e PSDB vão continuar obstruindo a pauta de votações do plenário da Câmara. Os líderes desses dois partidos de oposição, deputado José Carlos Aleluia (PFL-BA), e Custódio Mattos (PSDB-MG), afirmaram, ao sair da reunião, que o governo não aceita que o PFL fique com a relatoria da comissão mista que discute a MP do mínimo. O relator é o deputado Rodrigo Maia (PFL-RJ). Segundo os dois líderes, esse ponto pode ser negociado, desde que o governo atenda às o utras exigências da oposição. Os partidos oposicionistas querem que sejam realizadas duas votações nominais quando a MP do mínimo chegar ao plenário da Câmara. Querem também que o governo permita que haja quórum na comissão mista para que o mínimo seja e fetivamente debatido. A terceira exigência é que seja retirada a urgência de votação do projeto do projeto que trata das agências reguladoras. Aleluia afirmou que, em relação a esse ítem, o governo está disposto a atender. Custódio Mattos disse que os pa rtidos da base aliada ao governo concordam em que haja votação nominal do salário mínimo, mas o líder do PCdoB, Renildo Calheiros (PE), afirmou na reunião que não aceita expor os deputados de sua bancada à votação nominal no plenário e ameaçou retirar o compromisso da bancada de votar com o governo nessa questão. Aleluia e Mattos informaram que vão conversar com os senadores de seus partidos para, em nova reunião com o presidente da Câmara, marcada para as 16 horas de hoje, prosseguir as negociações. Aleluia afirmou que seu partido e o PSDB vão apresentar emendas fixando o valor do novo salário mínimo em R$ 275,00.

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