Apesar da pressão de ruralistas, governo não quer alterar Código Florestal

Ideli Salvatti diz que presidente Dilma Roussef tem posição firmada sobre o que deve ser feito

Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo,

10 de julho de 2012 | 04h20

BRASÍLIA - A ministra Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, disse na noite de segunda-feira, 9, que o governo não está disposto a promover alterações no Código Florestal para atender pressão dos ruralistas, que são maioria na comissão especial do Congresso, que analisa a admissibilidade da Medida provisória.

 

"Há uma posição muito clara de defesa do texto original. Nós avançamos de forma significativa no que poderíamos ceder para atender os menores proprietários, mas sempre preservando e recuperando parte significativa da questão ambiental", declarou Ideli Salvatti, ao informar que às 10h30 desta terça-feira, o governo se vai sentar com o relator da matéria e com lideranças para discutir todo o texto da proposta em discussão. "Vamos sentar para ver o que vai dar", disse ela.

 

Segundo Ideli a presidente Dilma Roussef já tem posição firmada sobre o que deve ser feito. "Aquilo que foi aprovado nas duas Casas, que houve consenso, ela não modificou. Aquilo que não teve consenso entre as duas Casas, ela se guiou pelo texto aprovado no Senado, que foi o texto do acordo que contou com a participação também de parlamentares da Câmara, onde houve algumas inovações que foi o caso da escadinha, que aí foi um benefício", comentou.

 

Lembrada que a bancada ruralista tem maioria na comissão e é contra o texto como está, a ministra Ideli observou que ainda há muitos trâmites a serem cumpridos pela MP no Congresso. "Tem ainda o plenário da Câmara e do Senado para a gente debater. A comissão não é o local de votação final. Vamos ver amanhã (hoje) como vai evoluir a discussão", afirmou. Sobre a Lei de Diretrizes Orçamentárias, a ministra Ideli comentou que acredita que ela será votada até quinta-feira. "Se tiver acordo podemos votar na quarta, se não, votamos na quinta", declarou.

 

Indagada se não há temor do governo que a LDO não seja votada nesta semana, Ideli observou que "a princípio não" porque o relatório do senador Antonio Carlos Valadares está bastante adequado e só tem uma ou outra coisinha para ser adequada.

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