Governo não ficará 'quieto' diante de atos em rodovias, afirma Dilma

Presidente recorre ao lema da bandeira nacional, 'ordem e progresso', para dizer que não negociará com manifestações que não sejam pacíficas

O Estado de S. Paulo

03 de julho de 2013 | 14h13

A presidente Dilma Rousseff disse nesta quarta-feira, 3, que o seu governo não ficará “quieto” diante de interrupção de rodovias por caminhoneiros que reivindicam redução no preço do pedágio. Dilma recorreu até ao lema da bandeira nacional, “ordem e progresso”, para defender a normalidade nas rodovias. Na segunda-feira, manifestações bloquearam estradas em nove Estados.

 

“Eu vou usar até uma expressão da nossa bandeira. Lá está escrito 'ordem e progresso'. Estou falando do progresso e também da ordem, é fundamental que estradas não sejam interrompidas”, discursou Dilma, em cerimônia de assinatura do primeiro anúncio público de terminais de uso privado, no Palácio do Planalto.

 

“Meu governo não ficará quieto perante processo de interrupção de rodovias, também na nossa bandeira tem a palavra ordem, que significa democracia e respeito às condições da produção, circulação e à vida da população brasileira”, destacou.

 

Incisiva, Dilma disse que “o governo não negocia isso”. “Não concordamos com processos que levem a qualquer turbulência nas atividades produtivas e na vida das pessoas. Uma coisa são manifestações pacíficas que muito engrandecem o País, outra coisa, completamente diferente, é acreditar que o País pode viver sem normalidade e estabilidade”, afirmou. “O Brasil precisa de ordem tanto para democracia, quanto para a sua economia e a vida de brasileiros e brasileiras”, completou.

 

Nos protestos, caminhoneiros pedem a redução nos preços dos pedágios e do óleo diesel, mais segurança para aqueles que circulam à noite e mudança na lei que regulamenta a profissão dos motoristas. / Anne Warth, Laís Alegretti e Rafael Moraes Moura

 

 

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