Wesley Mcallister|AGU
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Governo não está preocupado, diz advogada-geral da União sobre Odebrecht

Grace Mendonça afirma que AGU buscará o ressarcimento dos cofre públicos a partir do acordo de leniência da empreiteira

Rafael Moraes Moura e Breno Pires, O Estado de S.Paulo

23 de novembro de 2016 | 18h13

BRASÍLIA - Enquanto as tratativas da delação premiada e da leniência da Odebrecht chegam na reta final, a ministra-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Grace Mendonça, disse nesta quarta-feira, 23, ao Broadcast Político, serviço de notícia em tempo real da Agência Estado, que o governo federal não está preocupado com as possíveis revelações que eventualmente sejam feitas por executivos da empreiteira. Grace afirmou que a AGU buscará o ressarcimento dos cofres públicos em virtude de supostas irregularidades cometidas pela empreiteira.

No caso das delações, as tratativas foram encerradas e restam apenas as formalidades de assinatura do acordo. Parte dos advogados de delatores começou assinar os documentos nesta quarta-feira, e outra parte fará a formalização na quinta, 24.

Questionada se o governo federal está preocupado com a delação, Grace respondeu, de maneira incisiva: “De forma alguma. O governo continuará trabalhando, adotando todas as medidas necessárias, trazendo toda a ideia de pacificação, de serenidade na condução daquilo que é de interesse da coletividade, independentemente do conteúdo da delação.”

Ressarcimento. Segundo a advogada-geral da União, a AGU buscará o ressarcimento dos cofres públicos após o pleno conhecimento dos fatos apresentados na delação. “Essa missão da AGU (de buscar o ressarcimento dos cofres públicos), que é inerente e acaba decorrendo da sua missão constitucional, será cumprida na forma da legislação sem nenhum abalo”, disse a ministra, no intervalo da sessão plenária do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Independentemente dos desdobramentos desses conteúdos, do que for dito, não há como elidir a seriedade do governo com a questão da causa pública, a preocupação com a sociedade, em restabelecer o País, em reposicioná-lo onde ele merece estar”, completou Grace.

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