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Governo não esperava rejeição de Figueiredo à ANTT

Interpretação é de que o movimento demonstra que a bancada do PMDB está em crise, reforçando a briga com o PT

Tânia Monteiro, de O Estado de S.Paulo

07 de março de 2012 | 20h50

A rejeição pelo plenário do Senado do nome de Bernardo Figueiredo para a recondução ao cargo de diretor-geral da Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT) foi mais um susto para o Palácio do Planalto, segundo fontes do governo. Por essa, o Planalto não esperava.

Apesar disso, numa primeira avaliação, a interpretação é de que o movimento demonstra que a bancada do PMDB está em crise, reforçando a briga com o PT.

A votação do pedido de recondução de Figueiredo foi secreta, mas fontes disseram que o PDT também deu o troco e votou contra o governo. Por enquanto, o que se sabe é que o PR votou todo com o governo.

 

Derrota. A votação que aconteceu nesta quarta-feira no Senado repersenta a primeira derrota de Dilma Rousseff na Casa. A presidente havia indicado o nome de Figueiredo para a recondução da diretoria-geral da agência e o nome não foi aprovado no Senado.

 

O vice-presidente Michel Temer nega a crise entre o PT e o PMDB mas atua como interlocutor para a pacificação da base. Na terça-feira, 6, Temer recebeu um grupo de parlamentares peemedebistas insatisfeitos com o governo Dilma.

 

Há unidade partidária na queixa contra os privilégios concedidos pelo governo ao PT e no temor de que o gigantismo petista no governo se reflita nas eleições municipais. Os peemedebistas se sentem ameaçados de perder para o PT o título de maior partido em número de prefeitos no País e com isso ver reduzida sua força política para eleger uma boa bancada federal em 2014 e manter o comando do Congresso.

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