Governo não discute reestatização da Vale do Rio Doce, diz Lula

Sobre o fato do PT apoiar o plebiscito sobre a reestatização, presidente afirma que o partido tem autonomia

ISABEL SOBRAL E EQUIPE AE, Agencia Estado

06 de setembro de 2007 | 10h53

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira, 6, na entrevista a emissoras de rádio que concedeu em Brasília, que a reestatização da Companhia Vale do Rio Doce não é um tema que faça parte da agenda do governo, apesar do apoio manifestado pelo Partido dos Trabalhadores (PT).  Veja também: Lula diz que País não pode perder R$ 40 bilhões da CPMF Lula defende voto aberto no processo de cassação de Renan Lula apóia BC e diz que não permitirá a volta da inflação "Esse tema não passa pelo governo, não se discute no governo, porque tem um ato jurídico que foi consagrado e que o governo vai respeitar. Isso não está na minha mesa e nem entrará na minha mesa essa discussão sobre a questão da Vale do Rio Doce", assegurou. Sobre a decisão do PT de apoiar a realização do plebiscito sobre a reestatização da Vale, disse que, "enquanto partido político, as pessoas podem tomar as posições que quiserem tomar". "Os partidos têm autonomia e o partido tem autonomia, inclusive, com relação ao governo." Crise aérea Lula disse também que os aeroportos do País ainda têm "muitos problemas". No entanto, ponderou que as ações estão caminhando para que os problemas sejam resolvidos definitivamente. Questionado sobre os atrasos dos vôos nos terminais aeroportuários do Brasil, Lula disse que não vai conseguir acabar com isso. "Nem aqui, nem nos aeroportos do mundo." Lula afirmou que o ministro da Defesa, Nelson Jobim, tem carta branca para tomar qualquer atitude. "Ele está com uma vontade extraordinária e já está tomando as medidas necessárias", disse. Segundo o presidente, essas medidas estão sendo tomadas para garantir um tratamento adequado aos passageiros nos aeroportos e o bom funcionamento da Agência Nacional da Aviação Civil (Anac) e do Conselho de Aviação Civil (Conac). "O resultado pode ser visto com algumas renúncias na Anac", destacou. Lula reiterou que a prioridade no momento é na infra-estrutura dos aeroportos do País. "Primeiro, a pressão era para cuidar dos terminais. Agora, a pressão é para cuidar das pistas." De acordo com ele, serão contratados mais 300 novos controladores até o final do ano. "Acho que vamos voltar à normalidade". Saúde O presidente afirmou que hoje alguns Estados não gastam aquilo que a Constituição manda gastar na Saúde. "Nós precisamos de dinheiro para saúde e para melhorar a gestão".

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