Governo muda discurso: CPMF não será negociada

O governo arquivou o discurso da negociação, adotado no dia anterior, e ontem, durante reunião com os líderes dos partidos de sua base política na Câmara e no Senado, fechou questão pela aprovação, sem mudanças, do parecer do deputado Antonio Palocci (PT-SP), que propõe a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) até 2011 com alíquota de 0,38%. ?Vamos votar o parecer do Palocci?, anunciou o ministro das Relações Institucionais, Walfrido Mares Guia. ?O ministro Guido Mantega (da Fazenda) ponderou a necessidade de se ter uma postura firme no Congresso.??Fechamos acordo para votar os 0,38%?, confirmou o líder do governo na Câmara, José Múcio (PTB-PE). Mantega chegou a dizer que não haverá outra negociação. ?Não faremos qualquer alteração seja na Câmara ou no Senado. Não podemos ameaçar o equilíbrio fiscal com a perda de uma contribuição tão importante?, disse.Essa mudança de posição irritou alguns líderes. ?Refluiu de novo?, queixou-se o líder do PR, Luciano Castro (RR). ?Ontem (quarta-feira), Palocci apresentou proposta de redução gradativa da alíquota. Hoje, o ministro Mantega disse que qualquer abertura agora é ruim?, observou. Na quarta-feira, Palocci tinha discutido com os líderes na Câmara a alternativa de reduzir a alíquota da CPMF em 0,02 ponto porcentual ao ano, até 2011, o que teria um custo de R$ 20 bilhões.

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