Governo Lula é fraco com corruptos e violento com caseiro, diz Alckmin

O pré-candidato do PSDB à presidência da República, Geraldo Alckmin, reforçou nesta segunda-feira as críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmando que há um enorme desencanto com a política, uma frouxidão de natureza ética e inoperância administrativa."É um governo fraco com os poderosos, os corruptos, e foi violento com o caseiro", afirmando que o governo desrespeitou a Constituição ao quebrar os sigilo bancário do caseiro Francenildo Santos Costa.Segundo ele, o Brasil não pode ter um crescimento como o do Haiti num cenário internacional altamente favorável. Ele lembrou, neste contexto, o caso da vizinha Argentina, que teve crescimento de 9% no ano passado. "O Brasil está perdendo oportunidades", afirmou. Alckmin fez essas afirmações em discurso de cerca de 20 minutos, durante a solenidade de formalização da aliança entre PSDB e PFL para o governo do Estado, com uma chapa encabeçada pelo ex-prefeito de Teresina Firmino Filho, que terá um pefelista como candidato a vice. Ele disse que a administração pública não é o aparelhamento do Estado e que não se pode fazer um governo para os amigos, em uma referência ao PT.Problemas políticosDepois do discurso, Alckmin ficou no palanque montado no SESC de Teresina, aguardando a chegada do presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), cuja chegada à capital piauiense atrasou três horas. Tasso alegou que estava chovendo muito em Fortaleza. Além disso, ele está enfrentando problemas políticos em seu Estado e admite que perdeu o controle da escolha do candidato ao governo estadual, uma vez que o governador Lúcio Alcântara (PSDB) não desistiu de sua candidatura à reeleição.Enquanto o palanque de Lula já está montado no Ceará com Ciro Gomes apoiando seu irmão Cid Gomes (PSB) ao governo do Estado e com apoio do PT já praticamente acertado, o PSDB enfrenta problemas no Ceará, onde Tasso e Lúcio Alcântara não se entendem.Campanha no NordesteEm seus discursos, tanto Alckmin quanto Tasso reforçaram a necessidade de montar uma estratégia mais eficiente para divulgar o nome do ex-governador de São Paulo no Nordeste. "Alckmin tem um problema enorme na região, e vamos ter que organizar um calendário de campanha para tornar seu nome mais conhecido", afirmou o presidente do PSDB, mesmo levando em conta o prestígio de Lula no Nordeste."Vamos fazer uma campanha propositiva. Na eleição passada, Lula era um santo. Agora, não é mais e ainda perdeu a classe média", disse Tasso. Dentro de instantes, ele e Alckmin embarcam para Brasília, onde farão uma reunião de avaliação, na sede do PSDB.

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