Governo Lula acumula derrotas em organismos internacionais

Tentativa do atual governo de garantir mais brasileiros em postos de comando não tem sido bem-sucedida

Jamil Chade, de O Estado de S. Paulo,

25 de maio de 2009 | 18h48

Um dos objetivos do governo de Luiz Inácio Lula da Silva foi o de garantir um maior número de brasileiros em postos de comando nas organizações internacionais, como tentativa de aumentar a influência do País. Mas, desde o início do mandato, o governo praticamente só acumulou derrotas em eleições. Hoje, nenhum dos organismos é liderado por brasileiros.

 

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Uma das principais derrotas foi em 2005, quando o Brasil ficou na última colocação na eleição para a direção da Organização Mundial do Comércio (OMC). O diplomata Luis Felipe de Seixas Correa foi o primeiro a ser eliminado em um processo que acabou elegendo o francês Pascal Lamy. O Brasil ainda conseguiu, com isso, arruinar as chances de eleição de um representante uruguaio.

 

Na União Internacional de Telecomunicações, o brasileiro Roberto Blois teve o mesmo destino. O Brasil, em 2007, foi mais uma vez derrotado e o governo foi obrigado a retirar sua candidatura ao ver o primeiro resultado das votações.

 

Na Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI), quem foi a vítima foi José Graça Aranha, que perdeu a eleição para um australiano por apenas um voto de diferença. O Brasil ainda tentou colocar João Sayad para o Banco Interamericano de Desenvolvimento. Foi derrotado por um candidato colombianos.

 

Até o presidente do PT, Ricardo Berzoini, fracassou. Em 2004, foi candidato a presidir a Assembleia Mundial do Trabalho. Perdeu para um candidato da República Dominicana. No Conselho de Segurança da ONU, o projeto brasileiro de obter uma vaga permanente não avança.

 

Nos anos 90, o Brasil chegou a ter Rubens Ricúpero no comando da Unctad, enquanto José Bustani foi o diretor da Organização para a Proibição de Armas Químicas no início da década. Já o brasileiro Sérgio Vieira de Mello foi alto comissário da ONU para Direitos Humanos. Em todas essas escolhas, o atual governo não teve participação.

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