Governo libera alimentos para vítimas da seca no Piauí

Cerca de 230 toneladas foram autorizadas para a população vitimada pelo longo período de estiagem

04 de setembro de 2007 | 13h53

O ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, autorizou nesta terça-feira, 4,  a liberação de 230 toneladas de alimentos para a população do Piauí, vitimada pelo longo período de estiagem. Serão atendidos 18 municípios que encontram-se em situação de emergência.   Os produtos serão distribuídos em cestas básicas, com aproximadamente 23 quilos cada, compostas de sete itens: arroz, feijão, açúcar, leite em pó, macarrão, óleo e farinha.   Dos 223 municípios do Piauí, 137 municípios decretaram estado de emergência devido aos efeitos da seca por falta de água para abastecimento humano e animal e por perda da safra agrícola. A população tem que ser atendida com carro-pipa e cestas de alimentos. O serviço era feito pelo Exército brasileiro e foi suspenso, porque será assumido pela Secretaria Estadual de Defesa Civil.   O Governo Federal liberou R$ 14 milhões para atender 299 municípios nordestinos afetados pela seca, mas apenas dois do Piauí foram beneficiados com tais recursos. O diretor de programas especiais da Defesa Civil, James Silva, disse que nenhuma verba que foi solicitada para os municípios em emergência foi liberada até agora. Nem para poços, nem para carro-pipa.   O processo de decretação de situação de emergência por estiagem e seca segue um procedimento de verificação, com diagnósticos e uma extensão burocracia de documentos. Dos 137 municípios que decretaram emergência, 21 municípios têm pendências e falhas nos processos, falta de documentos.   A população tem cobrado ajuda do poder público, porque em regiões do semi-árido e do cristalino, região pedregosa que tem dificuldade para captação de água,   As lideranças políticas alegam que se passaram 60 dias da visita do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira, que prometeu a liberação dos recursos para combater a seca na sede da Associação Piauiense dos Municípios (APPM).   Alguns representantes políticos estão apelando para campanhas junto a iniciativa privada, já que não tem assistência do poder público, para atender as famílias flageladas pela seca, sobretudo no semi-árido piauiense.

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