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Governo lança programa profissionalizante para recrutas

O governo vai oferecer cursos profissionalizantes a recrutas do serviço militar obrigatório como forma de prepará-los para carreiras civis. O programa Soldado Cidadão será lançado segunda-feira, em Brasília, com a meta de atender 11 mil jovens carentes em quartéis do Exército, este ano, e 100 mil, em 2004 ? aí com a participação da Marinha e da Aeronáutica. O anúncio foi feito ontem pelo ministro da Defesa, José Viegas, após receber a medalha do mérito Santos-Dumont, na Base Aérea. O Soldado Cidadão será lançado em parceria com o Ministério do Trabalho e faz parte do programa Primeiro Emprego. O Senai e o Senac participam da iniciativa. Um projeto piloto será desenvolvido a partir de setembro em seis Estados, entre eles São Paulo e Rio, e no Distrito Federal. Os recrutas poderão freqüentar cursos de torneiro-mecânico, construção civil e informática, entre outros durante o período do serviço militar. A idéia, segundo Viegas, é oferecer opções de fácil absorção no mercado de trabalho, buscando também atender à demanda de cada região. ?O programa vai ser sensível à vocação do próprio jovem?, disse Viegas. O ministro destacou que o governo quer aproveitar o serviço militar obrigatório para dar formação profissional e abrir uma opção de trabalho os jovens para quando deixarem a vida no quartel. No ano que vem, o governo pretende atender também quem for dispensado do serviço militar. Possibilidade de bolsasTodo ano, cerca de 1,5 milhão de jovens se alistam nas Forças Armadas, mas apenas 80 mil, em média, são aproveitados. De acordo com o assessor especial do Ministério da Defesa e coordenador do programa, Orlando Vieira de Almeida, a seleção dos alunos levará em conta sua condição sócio-econômica verificada nos formulários preenchidos no alistamento. Durante o serviço militar obrigatório, os recrutas recebem um salário mínimo. A idéia do governo, segundo Almeida, é dar uma bolsa a quem se matricular nos cursos profissionalizantes, mas isso ainda não foi definido. O programa piloto este ano está orçado em R$ 4,5 milhões e vai funcionar também em Minas, Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Sul. Para o ano que vem, a expectativa é investir cerca de R$ 30 milhões. ?Podemos oferecer cursos específicos por região, de acordo com a demanda?, disse Viegas. ?Vamos trabalhar não só com recrutas, mas com jovens na idade de recrutamento que tenham desejo de participar dos programas de profissionalização e cidadania.?

Agencia Estado,

19 de julho de 2003 | 15h14

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