Governo lança política de transporte urbano

O governo federal lançou, nesta quarta-feira, uma Política Nacional para o Transporte Urbano. A política, que ainda precisa de aprovação do Congresso, permitirá que governos federal, estaduais e municipais, além de empresários do setor, se unam para melhorar o atendimento à população que necessita do transporte coletivo.O ministro-chefe da Secretaria de Desenvolvimento Urbano da Presidência, Ovídio de Ângelis, disse que, entre as prioridades do Plano, estão o apoio à criação de corredores exclusivos para ônibus e o estímulo à renovação das frotas.?A população reclama por meios de transportes pontuais, limpos, confortáveis e seguros?, afirmou o ministro, acrescentando que, por causa das más condições dos ônibus e das dificuldades de tráfego, o setor perdeu 15% dos passageiros nos últimos anos, apesar do crescimento da população.Hoje, o setor é responsável pelo transporte de mais de 14 bilhões de passageiros por ano, ou 40 milhões por dia. O ministro informou que um grande passo já foi dado no Congresso para garantir recursos para a área: a inclusão do transporte público no recebimento de verbas da Cide, a contribuição de intervenção do domínio econômico cobrada sobre combustíveis.Até o final desta semana, acrescentou, o presidente Fernando Henrique Cardoso vai assinar decreto, criando um fórum nacional de transporte urbano. A partir de julho, será feita em 12 cidades uma pesquisa para saber o que a população pensa dos serviços que recebe.Entre as cidades a serem pesquisadas estão São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Curitiba, Salvador e Porto Alegre. Segundo o ministro, São Paulo é uma das cidades onde a situação do transporte urbano é considerada ?muito grave?: ?Queremos evitar que as grandes e médias cidades possam enfrentar, no futuro, as dificuldades que as megalópoles já sofrem hoje: dificuldade de trafegar em função do desordenamento da infra-estrutura viária, em que os ônibus não têm tratamento preferencial, mesmo transportando centenas de pessoas?.Também é preciso pensar em soluções para cidades onde a situação é caótica e os problemas vêm se acumulando ao longo dos anos. ?Ninguém pretende intervir em nenhuma cidade. Trata-se de um somatório de esforços, que passa, também, pela redução da burocracia para que as empresas de ônibus tenham acesso a fontes de financiamento, para renovação de suas frotas?, declarou. A política de transportes tem por objetivo, ainda, reduzir o número de acidentes e de mortes no trânsito e diminuir a poluição.

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