Governo já admite duas CPIs do Apagão Aéreo

O governo já trabalha com a hipótese de ter de enfrentar duas comissões parlamentares de inquérito (CPI) - uma na Câmara e outra no Senado - para investigar a crise aérea no Brasil. Na avaliação do Palácio do Planalto, duas CPIs funcionando ao mesmo tempo terão menos força do que uma única comissão de inquérito. Esse é um dos motivos pelo qual os líderes aliados descartam a criação de uma CPI Mista do Apagão Aéreo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também já admitiu nesta quinta-feira, 19, a instalação da CPI. Segundo informações da rádio CBN, Lula tratou do assunto na reunião do Conselho Político da coalizão, que integra os líderes dos partidos aliados ao governo. Na última quarta-feira, a oposição apresentou ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), requerimento para a instalação da comissão que pretende investigar a crise no setor aéreo. A Mesa Diretora irá avaliar se o documento - assinado por 34 senadores, 7 a mais que o necessário - preenche os pressupostos legais e, em caso afirmativo, o próximo passo é indicar os integrantes da CPI. Já a comissão na Câmara - engavetada pelos deputados em votação - aguarda o julgamento de uma ação da oposição no plenário do Supremo Tribunal Federal, o que deve acontecer no próximo dia 25. O líder do governo na Câmara, José Múcio Monteiro (PTB -PE), avaliou que as duas comissões parlamentares de inquérito (CPI) serão instaladas. "Acho que vai acabar tendo duas CPIs", disse. Segundo ele, o governo não trabalha com a hipótese de fazer uma CPI do Apagão Aéreo Mista. "Não existe possibilidade de CPI Mista", afirmou. O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse que está aguardando a posição do STF. Para Chinaglia qualquer CPI em qualquer governo tem o objetivo de desgastar o governo. Chinaglia participou, há pouco, da cerimônia em comemoração ao Dia do Exército, no QG da Força. (Colaboraram Eugênia Lopes e Tânia Monteiro)

Agencia Estado,

19 Abril 2007 | 14h52

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