Governo italiano pede para STF manter Battisti preso

O governo italiano pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que rejeite os pedidos de libertação de Cesare Battisti, ex-militante do grupo de extrema esquerda Proletários Armados pelo Comunismo (PAC) e condenado na Itália num processo em que foi acusado de envolvimento com assassinatos. Preso em Brasília enquanto aguarda o julgamento de um pedido de extradição feito pela Itália, Battisti obteve em janeiro o status de refugiado graças a uma decisão do ministro da Justiça, Tarso Genro.

MARIÂNGELA GALLUCCI, Agencia Estado

27 de março de 2009 | 20h36

A defesa do governo italiano afirma que Battisti usou argumentações falsas nos pedidos feitos ao STF. Os advogados questionam a alegação do italiano de que os crimes a ele imputados já estariam prescritos. "Todas as manobras perpetradas pelo extraditando têm como escopo procurar livrar-se da extradição pela via de eventual ocorrência de prescrição superveniente - como, aliás, já está a arguir na mesma petição, não sem antes procurar distorcer os fatos e manipular os documentos dos autos", sustentam os advogados do governo italiano.

A expectativa é de que o STF julgará o pedido de extradição de Battisti em abril. A tendência é que a maioria dos ministros do Supremo autorize a extradição apesar de o italiano ter obtido o status de refugiado.

Tudo o que sabemos sobre:
caso BattistiItáliaextradição

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.