Governo italiano apela a Lula para rever refúgio dado a escritor

Governo italiando se diz 'desapontado' com decisão brasileira de conceder status de refugiado a Cesare Battisti

Agência Brasil

14 de janeiro de 2009 | 14h27

O governo da Itália se disse surpreso e desapontado com a decisão tomada na terça-feira pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, de conceder o status de refugiado a Cesare Battisti, "um terrorista responsável por crimes extremamente graves e que não tem nenhuma semelhança com um refugiado político". A afirmação foi feita em nota, divulgada  na página do Ministéio das Relações Exteriores italiano.   Veja também: Advogados de Battisti comemoram decisão de Tarso Com asilo político, Battisti poderá viver livremente no Brasil    No comunicado, o governo italiano informa que fez um apelo ao presidente Lula para que a decisão fosse revista. A Itália também mostrou satisfação com a decisão de novembro do Comitê Nacional para Refugiados (Conare), órgão ligado ao Ministério da Justiça, de negar o pedido de refúgio do escritor de 52 anos, Cesare Battisti.   "Isso é o mais importante num momento no qual os países do G8 e todos aqueles que, como o Brasil, estão colaborando intensamente com eles, estão sendo chamados a confirmar o seu comprometimento solene em promover medidas crescentes e efetivas no combate ao terrorismo internacional", conclui a nota. Em Brasília, a Embaixada da Itália disse que não vai comentar o assunto.   Ontem, o ministro Tarso Genro concedeu refúgio a Battisti, por entender que existe o elemento de "fundado temor de perseguição". O italiano foi condenado à prisão perpétua por duas sentenças, com processo de extradição passiva executória. No pedido de extradição, a Itália alega quatro homicídios que o escritor teria cometido entre 1977 e 1979. O voto do ministro foi dado depois de analisados os argumentos do recurso impetrado contra a negativa do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), em novembro passado.

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