Governo indica aliados para postos-chave da CPI dos cartões

Líder do PMDB anunciou que convidou o senador Neuto de Conto para presidência; falta PT indicar relator

EUGÊNIA LOPES, Agencia Estado

12 de fevereiro de 2008 | 11h40

O líder do PMDB no Senado, Valdir Raupp (RO), anunciou que convidou o senador Neuto de Conto (PMDB-SC) para ser presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista que vai investigar o uso dos cartões corporativos no governo desde 1998. Falta agora o PT da Câmara indicar o relator da CPI.   Veja também:   Cronologia da crise dos cartões corporativos   Entenda o que são os cartões corporativos do governo   Após denúncia, governo publica mudanças para cartões   Neuto de Conto era suplente e assumiu a vaga no Senado no lugar do ex-senador Leonel Pavan, que nas eleições de 2006 se candidatou e foi eleito vice-governador de Santa Catarina.   Abusos e 'equívocos'   Nesta terça, o  presidente do Senado, Garibaldi Alves, disse  que espera da CPI Mista dos Cartões Corporativos o que todo mundo espera, "o que todos os brasileiros esperam". Para ele, "é preciso que se apure e se veja quem realmente abusou com o uso dos cartões e quem cometeu apenas um equívoco".       As afirmações foram feitas quando Garibaldi chegava ao Congresso, duas horas antes da reunião que realizará com os líderes partidários para definir os critérios de funcionamento da CPI Mista que vai investigar o uso de cartões corporativos durante os governos dos presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva.   Garibaldi aproveitou a oportunidade e recomendou uma melhor convivência do Parlamento com esses inquéritos. "Nós precisamos conviver melhor com as CPIs. As CPIs foram criadas para esse tipo de investigação, mas isso não significa que elas venham representar uma paralisação de outros trabalhos e outras atividades aqui do Congresso".   Questionado sobre o fato de que se sabe como as CPIs começam, mas não como elas terminam, o presidente do Senado declarou: "É, dizem isso. Algumas realmente mostraram que, às vezes, não se sabe não. Outras tiveram um curso mais normal, mais previsível."

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