Governo financia geradores para hospitais

O Ministério da Saúde vai destinar R$ 35 milhões para o financiamento da compra de geradores pelos hospitais que integram o Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com o ministro, da Saúde, José Serra, os hospitais, além da facilidade dos recursos a fundo perdido, terão também a alternativa de importar os geradores sem o pagamento de imposto. "O presidente Fernando Henrique Cardoso vai zerar a alíquota de importação dos geradores, que hoje é de 14%", antecipou o ministro.Ao lançar hoje o Programa Nacional de Ampliação de Acesso a Fontes Alternativas de Geração e Fornecimento de Energia Elétrica, o ministro deixou claro que venceu um novo confronto com a equipe econômica. Serra disse que conseguiu o dinheiro a partir de uma conversa direta com o presidente da República. Ele explicou que os recursos integravam uma parcela de aproximadamente R$ 350 milhões do orçamento do ministério que estava contingenciada.Segundo o ministro, estes recursos correspondem ao volume de emendas parlamentares feitas para o melhoramento dos hospitais. "O presidente autorizou o descontingenciamento de 10% dos recursos", comemorou Serra. A liberação do dinheiro vai ser feita à medida que os hospitais apresentem as suas propostas. "Nosso objetivo é que não haja problemas na eventualidade de uma falta de energia", afirmou.Inicialmente o programa será destinado somente aos hospitais localizados nas três regiões afetadas pelo racionamento de energia. O alvo do ministério são os hospitais acima de 50 leitos. "Estes são os hospitais que normalmente têm Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e atendem a problemas mais complexos", disse Serra. Segundo o ministro, as vidas nestes hospitais têm mais valor que o preço de um gerador. Mas lembrou que a maior parte dos grandes hospitais já tem geradores.De acordo com informações do ministério, dos 7.791 hospitais existentes no Brasil, aproximadamente 6.500 são do SUS ou prestam serviço ao sistema. São Paulo tem 351 hospitais com número de leitos igual ou superior a 50. Serra admitiu a possibilidade de hospitais menores participarem do programa, dependendo do caso e da urgência. Ele descartou, no entanto, a participação de hospitais privados. Mas garantiu que, na hipótese do racionamento ser estendido para as regiões Sul e Norte, os hospitais destes lugares também poderão apresentar propostas ao programa.

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