Governo fez o que 'tinha que fazer', diz Mercadante sobre plebiscito

Depois de proposta de consulta pública válida para 2014 emperrar no Congresso, ministro da Educação afirma que caberá aos parlamentares avançar no debate

Rafael Moraes Moura - O Estado de S. Paulo

17 de julho de 2013 | 11h47

Brasília - O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse na manhã desta quarta-feira, 17, que o governo federal fez "o que achava que tinha que fazer" em relação ao plebiscito sobre reforma política. Ele também afirmou que caberá aos senadores e deputados "definir se querem o plebiscito que o povo quer".

A Câmara instalou nessa terça, 16, o grupo de trabalho para formatar propostas para a reforma política. Os 14 parlamentares que integram o grupo terão 90 dias para concluir a atividade. O grupo de trabalho será coordenado pelo deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), por indicação do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Inicialmente, o deputado Henrique Fontana (PT-RS) era o indicado do Partido dos Trabalhadores para integrar o grupo, por ter sido relator de diversas propostas relacionadas aos sistemas político e eleitoral brasileiro. Nos bastidores, parlamentares afirmam que Vaccarezza defende ideias que agradam o PMDB e que são divergentes das bandeiras petistas, como o fim da reeleição e doação de empresas em campanhas.

"O governo fez o que achava que tinha que fazer em relação ao plebiscito. As pesquisas de opinião que foram apresentadas mostram que em torno de 70% da população apoia a iniciativa. Por que? Porque o plebiscito permite ao povo ser sujeito do processo de reforma", disse Mercadante, ao chegar ao Palácio Itamaraty para participar da 41ª Reunião Ordinária do Pleno do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), o "Conselhão".

"Nunca conseguimos fazer reforma política profunda por várias razões. Entre outras, porque os parlamentares têm dificuldades de trabalhar com mudanças de regras, principalmente em um momento como este de tempo exíguo", argumentou. Na avaliação do ministro, agora quem decide sobre o plebiscito é o plenário da Câmara e do Senado. Para Mercadante, o governo Dilma deu "grande contribuição ao pautar a reforma política". O ministro lembrou que os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva também tentaram fazer uma reforma política, mas sem êxito. "Temos uma grande oportunidade. Vamos ver qual o trabalho desta comissão e qual a reforma possível para este ano", afirmou.

Aprovação de Dilma. Ao comentar os números da última pesquisa CNT/MDA, que apontou queda de 23 pontos na aprovação do governo Dilma, Mercadante disse: "Nosso desafio é trabalhar mais para vencer no primeiro turno. A queda (de popularidade) atingiu todos os governadores e prefeitos". Para ele, faz parte do processo de exercer a presidência da República "ganhar e perder" popularidade.

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