Governo federal toma medidas discriminatórias, diz Alckmin

O governador paulista, Geraldo Alckmin, insinuou que o governo federal estaria adotando medidas discriminatórias na administração pública. "Alguns países do mundo exigem que o governo, depois de eleito e antes de tomar posse, rasgue a ficha de filiação partidária. Deixou de ser de um partido para ser do todo", propôs durante entrevista ao programa Show Business, da Rede TV! Ao responder se o governo federal estaria tratando todos os Estados e municípios de forma igualitária, respondeu: "Deveria agir (...) Deixou muito a desejar porque houve uma partidarização muito grande dos órgãos do governo. E você perde eficiência quando se tem uma partidarização excessiva."Alckmin disse que a economia paulista vai bem e que o Estado vem puxando crescimento das exportações do País neste ano. Segundo ele, no período de janeiro a julho, enquanto as exportações brasileiras cresceram 31%, as exportações de São Paulo tiveram um incremento de 40%. "Nós estamos liderando as exportações brasileiras e ajudando o País", afirmou. O governador frisou que esse crescimento foi alcançado, entre outras medidas, com a redução de impostos de alguns setores, o que surpreendentemente resultou num aumento de arrecadação. "Nós reduzimos o imposto no setor de álcool combustível, de 25% para 12% e, mesmo com a alíquota pela metade, aumentou a arrecadação em 7%."Novos incentivosSegundo Alckmin, a carga tributária muito alta acaba empurrando as empresas para a informalidade, o que provoca prejuízos aos cofres públicos. "Nós temos setores da economia brasileira, hoje, onde a informalidade cresceu de forma assustadora. E a informalidade é uma trava para o crescimento da economia, porque ela não tem competitividade, não tem inovação tecnológica, não exporta, não protege o trabalhador", revelou. Ele salientou que também houve redução de impostos em outros setores como para microempresas, setor têxtil, de calçados e acessórios e couro. Alckmin antecipou que haverá novos incentivos: "E agora estamos estudando novas medidas que vamos anunciar nos próximos dias, sempre na linha de reduzir a carga tributária para estimular a economia."

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