Sergio Castro/Estadão
Sergio Castro/Estadão

Governo federal precisa agir rápido contra crise 'econômica, política e ética', diz Alckmin

Governador, que não foi ao ato pelo impeachment da presidente Dilma, disse que não é seu papel participar de manifestações

Luiz Fernando Toledo, O Estado de S. Paulo

17 de agosto de 2015 | 17h58

SÃO PAULO - O governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) sugeriu que o governo federal precisa "agir rápido" para evitar o descontentamento da população, em referência aos protestos do último domingo. "O governo federal precisa agir rápido porque é claríssimo o descontentamento da população com a crise econômica, a crise política e a crise ética", disse ele na manhã desta segunda-feira,  17, durante a inauguração de um call center em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo.

O ato deste domingo, focado principalmente nos pedidos de impeachment à presidente Dilma Rousseff, reuniu, na capital,  350 mil pessoas, segundo a Polícia Militar. Os manifestantes pediram o afastamento da presidente Dilma Rousseff e fizeram críticas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao PT e ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Em várias cidades do País, os protestos também defenderam as investigações da Operação Lava Jato, da Polícia Federal. 

Embora tenha elogiado a manifestação, que classificou como "muito forte e pacífica", o governador disse que não é seu papel participar desse tipo de ato. "Aos governantes cabe garantir a tranquilidade, a segurança. Devemos fazer com que tudo funcione: mobilidade urbana, metrô e trem. Essa é a nossa tarefa, não necessariamente participar", afirmou.

Na última semana,  depois de ver os líderes das bancadas de seu partido apoiarem o impeachment, Alckmin há javia criticado a medida, mas defendeu investigação e cumprimento da Constituição. 


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