Governo federal não quer Beira-Mar em Brasília, diz procurador

O procurador-geral do Estado do Rio, José Muiños Piñeiro, creditou a vinda do traficante Luis Fernando da Costa - o Fernandinho Beira-Mar - para o Rio ao fato da Polícia Federal e o Ministério da Justiça não estarem interessados em manter o bandido em Brasília. "É como se fosse um estorvo, algo que traz inconveniência", afirmou Piñeiro.Para o procurador, se a medida judicial que garantiu a transferência de Beira-Mar para o Estado for revogada, não haverá impedimento para que o bandido retorne à Brasília. "Conseguindo superar a ordem judicial através de um pedido de reconsideração, há o lado político. Acredito que o presidente Fernando Henrique vai manter o compromisso que firmou comigo no ano passado", disse o procurador, referindo-se a um encontro que teve com o presidente em Brasília. Na ocasião, FHC garantiu que Beira-Mar não iria para o Rio a menos que houvesse uma ordem judicial.Piñeiro acrescentou que a presença de Beira-Mar no Rio não é recomendável porque acirrará a guerra pelo controle dos pontos de venda de drogas no Estado. Segundo ele, a promotora Márcia Velasco, que comandou as investigações sobre as atividades de Beira-Mar, lamentou a ida dele para o Rio. "Nem ela nem os policias federais e civis que participaram do caso foram comunicados de que ele seria transferido. É um fato estranho", afirmou o procurador.

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