Governo faz 'jogo baixo' no caso CPMF, diz presidente do DEM

Rodrigo Maia critica 'ofensiva' de ministros para aprovar a prorrogação no Senado, onde enfrenta obstáculos

EDUARDO KATTAH, Agencia Estado

15 de outubro de 2007 | 17h46

O presidente do DEM, deputado federal Rodrigo Maia (RJ), acusou hoje o governo federal de empreender um "jogo baixo" para tentar aprovar no Senado a proposta de emenda constitucional que prorroga a cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) até 2011.    Maia também criticou a ofensiva dos ministros da Fazenda, Guido Mantega, e das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, e disse que a relatora do projeto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senadora Kátia Abreu (DEM-TO), "vai usar todos os prazos regimentais para atrasar o processo de votação".O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), disse que o governo será obrigado a "se movimentar muito" e abrir "um espaço para negociações" para que a contribuição possa ser aprovada no Senado. Aécio Neves e Rodrigo Maia se encontraram hoje no Palácio das Mangabeiras, em Belo Horizonte.       Sucessão 2010   Sobre os números da pesquisa CNT/Sensus, divulgada nesta  segunda, Maia disse que eles mostram que a oposição tem "dois, três grandes nomes" para a corrida presidencial de 2010. Ele citou os governadores tucanos José Serra (SP), que lidera com 12,8% das intenções, e Aécio Neves (MG), em terceiro lugar, com 9,8% das intenções.     Maia, após se reunir com Aécio no Palácio das Mangabeiras, comentou também a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que admitiu apoiar uma eventual candidatura à Presidência do governador mineiro caso ele migre para o PMDB.     "Certamente porque (Lula) sabe da força que o governador tem e sabe que, dos quadros que existem hoje a nível nacional, o lado de lá - até pela pesquisa Census  - não tem nenhum. E a oposição tem, com certeza, dois, três grandes nomes. Entre eles o governador de São Paulo e o governador Aécio Neves", afirmou o presidente do DEM.

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