Governo faz contagem regressiva para a CPMF

A partir do próximo sábado, ogoverno federal terá garantida somente mais um mês daarrecadação da Contribuição Provisória sobre MovimentaçãoFinanceira (CPMF), cuja cobrança será suspensa em 18 de junho."A cada dia que passa fica mais grave o quadro das receitas, aomesmo tempo que aumentam as pressões por gastos", constata olíder do governo na Câmara, Arnaldo Madeira (PSDB-SP). Além do lobby para a liberação dos recursos das emendasdos parlamentares ao Orçamento da União, há a corrida porreajustes salariais por parte dos servidores dos três Poderes eaté da cúpula do Judiciário. "É evidente que não haverá outrasaída, a não ser novos cortes nos investimentos federais",acrescentou Madeira. Segundo ele, terá de ser "drástico" oajuste para compensar a perda de cerca de R$ 4 bilhões naarrecadação da CPMF, decorrente do atraso da votação da emendaque prorroga o tributo até dezembro de 2004. O ajuste será feito em novo decreto de programaçãoorçamentária e financeira do governo federal, que os ministériosda Fazenda e Planejamento anunciarão até o próximo dia 23.Segundo Madeira, a meta de superávit fiscal de R$ 36,7 bilhõespara a União e suas estatais neste ano será cumprida. "Aquestão é se será mais fácil ou mais difícil chegar lá". Nesta semana, Madeira deverá fechar um cronograma devotação dos 11 projetos de lei que concedem reajustesespecíficos para várias categorias do Executivo. Segundo oparlamentar, também está próxima de um acordo a negociação entregoverno e os servidores do Judiciário em greve. Eles queremaprovar o projeto de lei de reestruturação de carreira queresultaria em custo adicional de R$ 3 bilhões na folha depessoal. A idéia é implantar o plano em três anos para reduzir oimpacto.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.