Governo fará novo PAC em 2011 para até 2015, diz Lula

Presidente disse que cada prefeito e governador vai ser convidado a discutir os programas com os ministros

ADRIANA CHIARINI E LUCIANA NUNES LEAL, Agencia Estado

28 Outubro 2009 | 13h18

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira, em discurso na escola de samba Mangueira, no Rio de Janeiro, que o governo fará um novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em 2011 para até 2015. Nesse período, o governo Lula já terá se encerrado. De acordo com o presidente, cada prefeito e governador vai ser convidado a sentar com os ministros e com Dilma Rousseff, que atualmente é a ministra-chefe da Casa Civil, para traçar os programas. O presidente vem trabalhando para que Dilma seja sua sucessora. Oficialmente, porém, ela ainda não é candidata.

 

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No mesmo discurso de inauguração do Ginásio de Esportes em homenagem ao compositor e intérprete Jamelão, o presidente falou também da violência na cidade do Rio de Janeiro. De acordo com ele, o governador Sérgio Cabral (PMDB) não tem como acabar com a violência em um minuto. Se fosse assim, disse Lula, o problema não duraria tantas décadas.

 

O presidente da República afirmou que "com o narcotráfico não tem poema" e defendeu a prisão para os traficantes. No entanto, ele também afirmou que 99,99% da população nas favelas é trabalhadora. "Seria irresponsabilidade do governo federal dizer que o problema é do Sergio Cabral (governador do Rio) e do Eduardo Paes (PMDB, prefeito do Rio)", disse.

 

Ajuda federal

 

Lula contou que o ministro da Justiça, Tarso Genro, conversou ontem por três horas com Cabral e lhe apresentou uma proposta de apoio do governo federal à segurança no Rio. "Vamos dar forma jurídica", disse. "Quando vejo agressão seja no Rio de Janeiro ou na Bahia, é como se fosse na porta do Alvorada, porque todos nós somos brasileiros."

 

O presidente foi muito aplaudido pelas crianças na quadra da Mangueira. Ele beijou a bandeira da escola de samba e viu a apresentação dos cantores Nelson Sargento e Alcione, que interpretaram músicas de Jamelão. A ministra Dilma Rousseff, também no palco, acompanhava de sua cadeira, longe dos microfones, mas cantando todas as músicas.

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