Governo falará de pleito na Câmara se for chamado, diz Tarso

O ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, disse que o governo federal só vai opinar sobre a disputa entre Aldo Rebelo (PCdoB-SP) e Arlindo Chinaglia (PT-SP) pela presidência da Câmara se for chamado ou se perceber, em determinado momento da campanha, que deve externar sua compreensão de que um dos candidatos tem maiores possibilidades eleitorais. Ao desembarcar em Porto Alegre nesta quinta-feira para uma palestra sobre desenvolvimento sustentável, Tarso considerou que há uma série de notícias novas que indicam um bom desfecho para a disputa.O ministro acredita que movimentos recentes dos partidos, como as posições tomadas pelo PMDB e pelo PSDB, em favor da candidatura de Arlindo Chinaglia (PT-SP) mostram que o processo está se acelerando. Para Tarso, a definição das grandes siglas dificulta a candidatura de terceira via e também cria mais condições para um acordo partidário para apresentação de uma chapa única.Se não houver consenso, o ministro não vê problemas. "Tenho informações que o Aldo e o Arlindo não retiram (suas candidaturas)", ressaltou. "Se chegarmos ao dia 1º com dois candidatos do governo, a questão está resolvida." Além de insistir que o governo se mantém a distância da eleição para a presidência da Câmara, Tarso ressaltou que a oferta de ministérios e a liberação de emendas para convencer candidatos e correntes a saírem da disputa não passam de boatos. "Não tem racionalidade esse tipo de formulação", sustentou.ReformasO governo conta com aliados e com a oposição para a negociação que deve resultar nas reformas política e tributária, temas a serem discutidos a partir de fevereiro. "Para isso temos que travar diálogo respeitoso com a oposição, que tem muito a contribuir", reiterou Tarso. "São reformas que só podem ser feitas a partir de acordo com a oposição." Apesar da disposição ao diálogo, Tarso deixou escapar que o governo não precisa das reformas política e tributária. "Já temos uma visão, um programa, vamos operar este ano sem reforma política e tributária", comentou. "Mas queremos as duas reformas porque são boas para o Brasil, a federação e a democracia."O ministro também confirmou que todos os governadores serão recebidos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em fevereiro, mas deixou claro para os gaúchos que qualquer ajuda ao Estado, em crise financeira, dependerá dos planos que Yeda Crusius (PSDB) apresentar. Segundo Tarso, o governo federal vai pedir que cada Estado ou região defina sua prioridade.

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